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Tipo do documento: Dissertação
Título: Estudo ultrassonográfico pré-natal na gastrosquise: que sinais influenciam no desfecho perinatal?
Autor: Dias, Cristiane de Moraes 
Primeiro orientador: Vaz-Oliani, Denise Cristina Mós
Primeiro coorientador: Oliani, Antonio Hélio
Primeiro membro da banca: Mauad Filho, Francisco
Segundo membro da banca: Liedtke Junior, Humberto
Resumo: A gastrosquise é uma malformação congênita caracterizada por defeito de fechamento da parede abdominal anterior, paraumbilical, quase sempre à direita, por meio do qual se exteriorizam órgãos abdominais. Aumento de sua frequência é observado nas últimas décadas. Dentre os fatores de risco estão: idade materna jovem, primiparidade, tabagismo, uso de drogas ilícitas e exposição a alguns medicamentos vasoconstrictores. Os benefícios no diagnóstico pré-natal da gastrosquise estão bem estabelecidos. Incluem preparo e apoio familiar, e planejamento adequado do nascimento por equipe multidisciplinar. A identificação de marcadores ultrassonográficos prénatais dos casos complexos traz vantagens para o aconselhamento dos pais e para a concentração de esforços no sentido de melhorar o suporte aos recém nascidos (RNs). Objetivos: Correlacionar os achados das ultrassonografias pré-natais na gastrosquise com a morbimortalidade perinatal, para avaliar se algum sinal no rastreamento poderia indicar maior gravidade. Caracterizar as gestantes diagnosticadas com gastrosquise atendidas no Centro Interdepartamental de Medicina Fetal (CIMEFE) e os seus RNs intervindos cirurgicamente no período neonatal. Casuística e métodos: Estudo de coorte retrospectivo de 33 casos de gastrosquise diagnosticados no CIMEFE, no período de abril de 2005 a outubro de 2016. Foram avaliados os exames ultrassonográficos pré-natais, além dos prontuários das gestantes e dos RNs. Foi definida como desfecho desfavorável, a presença de pelo menos um dos seguintes fatores: óbito perinatal, sepse, necessidade de reintervenção cirúrgica ou de ressecção intestinal. Resultados: A idade média materna foi de 20,5 anos e 72,7% eram primigestas. O parto ocorreu com idade gestacional média de 35,6 semanas. Os achados descritos na ultrassonografia pré-natal foram: dilatação de alça intestinal extra-abdominal (48,5%); presença de malformações fetais associadas (21,2%); exteriorização da bexiga (15,2%); dilatação de alça intestinal intra-abdominal (12,1%); exteriorização do estômago (12,1%); poli-hidrâmnio (12,1%); oligo-hidrâmnio (9,1%); distensão do estômago (6,1%) e exteriorização do fígado (3,0%). Ao nascimento, 9,1% dos RNs apresentaram alterações intestinais (atresia e/ou isquemia). Óbito intrauterino ocorreu em 3,0% e pós-natal, em 15,1%. O desfecho desfavorável foi observado em 54,5% dos casos. Durante a evolução neonatal, 50% dos RNs apresentaram sepse, 12,5% necessitaram reintervenção cirúrgica e 12,5% ressecção intestinal. A presença de exteriorização ou distensão do estômago e de exteriorização do fígado aumentou em duas vezes o risco de desfecho desfavorável. A exteriorização do fígado aumentou em seis vezes o risco de óbito. Todavia, em razão do pequeno número de casos acometidos, não apresentaram significância estatística. Conclusão: Os achados ultrassonográficos pré-natais como a dilatação do estômago e exteriorização do mesmo e/ou do fígado podem influenciar a predição da evolução perinatal, porém estudos multicêntricos prospectivos são necessários para aprimorar o aconselhamento pré-natal para esta população específica. A amostra do estudo apresentou dados concordantes com a literatura quanto à caracterização das gestantes e dos RNs.
Abstract: Gastroschisis is a congenital malformation characterized by a closure defect of the anterior abdominal wall; paraumbilical. It is almost always at the right side, where abdominal organs are externalized. In recent decades, the frequency of this condition has become more common. Some risk factors are: young maternal age, primiparity, smoking, use of illicit drugs and exposure to some vasoconstricting drugs. The benefits of the prenatal diagnosis of gastroschisis are well established: family preparation and support, and birth adequate planning by a multidisciplinary team. The identification of ultrasound markers of complex cases during prenatal care has advantages for parental counseling and concentrating efforts to improve support for the newborns. Objectives: To correlate the findings of prenatal ultrasonography of gastroschisis with the perinatal morbimortality; to evaluate whether any sign in the ultrasound screening could point out the severity of disease . To characterize pregnant women diagnosed with gastroschisis attended at the Interdepartmental Center of Fetal Medicine (CIMEFE) as well as their newborns submitted to surgical interventions in the neonatal period. Patients and Methods: This retrospective cohort study comprised 33 cases of gastroschisis diagnosed at the CIMEFE from April 2005 to October 2016. The antenatal ultrasound examinations were evaluated in addition to the medical records of the pregnant women and their newborns. The presence of at least one of the following factors was defined as an unfavorable outcome: perinatal death, sepsis and need for surgical reintervention or intestinal resection. Results: The mean maternal age was 20.5 years, and 72.7% were primigravidae. The delivery was at the 35.6 week-average gestational age. The findings described in prenatal ultrasonography were extra-abdominal intestinal loop dilatation (48.5%), presence of associated fetal malformations (21.2%), exteriorization of the bladder (15.2%), intra-abdominal intestinal loop dilatation (12.1%), exteriorization of the stomach (12.1%), polyhydramnium (12.1%), oligohydramnium (9.1%), distension of the stomach (6.1%) and exteriorization of the liver (3.0%). At birth, 9.1% of the newborns presented intestinal changes (atresia and/or ischemia). Intrauterine and postnatal deaths occurred in 3.0% and 15.1%, respectively. Unfavorable outcomes were observed in 54.5% of the cases. During neonatal evolution, 50% of newborns had sepsis, 12.5% needed surgical reinterventions and 12.5% suffered intestinal resection. The risk of an unfavorable outcome was twice as high in newborns with exteriorization or distension of the stomach or exteriorization of the liver. The exteriorization of the liver increased the risk of death by six times. However, due to the small number of affected cases, no statistical significance was found. Conclusion: Prenatal ultrasonographic findings such as distension of the stomach, exteriorization of the stomach or exteriorization of the liver may guide the prediction of perinatal outcomes, but further multicenter studies are needed to improve prenatal care and counseling to this specific population. Data of this study sample were according to the literature regarding the characterization of pregnant women and their newborns.
Palavras-chave: Gastrosquise
Gastroschisis
Ultrassonografia Pré-Natal
Ultrasonography, Prenatal
Indicadores de Morbi-Mortalidade
Indicators of Morbidity and Mortality
Área(s) do CNPq: CIENCIAS DA SAUDE
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
Sigla da instituição: FAMERP
Departamento: Faculdade 1::Departamento 1
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde
Citação: Dias, Cristiane de Moraes. Estudo ultrassonográfico pré-natal na gastrosquise: que sinais influenciam no desfecho perinatal?. 2017. 122 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde) - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, São José do Rio Preto.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Identificador do documento: 1421
URI: http://bdtd.famerp.br/handle/tede/532
Data de defesa: 19-Dec-2017
Appears in Collections:Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde

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