@MASTERSTHESIS{ 2024:1952184373, title = {A ultrassonografia na avaliação da endometriose: análise dos dados epidemiológicos e clínicos}, year = {2024}, url = "http://bdtd.famerp.br/handle/tede/889", abstract = "Introdução: A endometriose é uma doença com prevalência variável, em torno de 1O %, comprometendo mulheres jovens, a maioria com menos de 35 anos em idade reprodutiva e produtiva do ponto de vista socioeconômico, com sua qualidade de vida comprometida por sintomas associados à dor, fadiga, depressão, além da infertilidade. Deve ser considerada sob estes aspectos, um problema de saúde pública. Os principais sintomas associados à esta patologia são a dor relacionada ao período menstrual, como a dismenorreia, dispareunia, disquezia e disuria, podendo ter importante papel a dor pélvica crônica acíclica, além da infertilidade. O diagnóstico é parte importante deste processo; uma vez que a realidade destas pacientes até os dias atuais traduz-se por demora no diagnóstico, em média seis a sete anos, com perda de qualidade de vida afetando cerca de 180 milhões de mulheres no mundo. A suspeita clínica baseada nos sintomas dolorosos e/ou infertilidade, seguida do diagnóstico por imagem obtido pela ultrassonografia como método de primeira linha já amplamente reconhecido pela sua acurácia no diagnóstico desta patologia, tem desempenhado um papel cada vez mais importante. Neste trabalho avaliamos o desempenho desta importante ferramenta no diagnóstico a partir da associação com sintomas clínicos de dor e ou infertilidade, procurando estabelecer correlações com localização, tipo e intensidade de dor e os achados ultrassonográficos, além de se avaliar o perfil dos achados ultrassonográficos da endometriose, sua correlação com sintomas dolorosos nas pacientes inférteis. Objetivos: Analisar o perfil clínico e epidemiológico de pacientes com diagnóstico ultrassonográfico de endometriose. Verificar se existe correlação entre sintomas e achados ultrassonográficos compatíveis com endometriose, além de avaliar a possível relação entre infertilidade e achados ultrassonográficos. Material e Métodos: Estudo transversal observacional de 1001 pacientes do sexo feminino, com queixas de dor e ou infertilidade encaminhadas para a realização de exame especializado para mapeamento de endometriose profunda com preparo intestinal, por examinadores experientes. As pacientes eram avaliadas quanto à sintomatologia, dados epidemiológicos e quanto aos achados ultrassonográficos. Resultados: Um perfil demográfico com algumas características específicas foi encontrado entre as pacientes avaliadas, assim como, uma alta prevalência de sintomas dolorosos e /ou infertilidade além de uma alta prevalência de achados ultrassonográficos positivos para endometriose na população. Achados de dismenorreia intensa foi de 70,9%, com 58,07% de dor pélvica crônica, 66.91% de dispareunia, 41,75% de disquezia, 22,93% de disúria e 25,31% relataram infertilidade. Em relação aos achados ultrassonográficos; 75,05% apresentaram pelo menos um achado positivo. Discussão: Até onde temos conhecimento são poucos os trabalhos que correlacionam dados epidemiológicos com sintomas clínicos como dor e ou infertilidade em população selecionada, utilizando-se a ultrassonografia especializada com preparo intestinal prévio, realizada por especialistas para o diagnóstico da endometriose. Uma relação entre sintomas dolorosos e/ou infertilidade foram relacionados à presença de endometriose e esta ferramenta. Considerado um exame de primeira linha, aplicado a uma população selecionada previamente por suspeita clínica baseada em dados clínicos e exame físico, devidamente encaminhada para centros de atenção especializados, tem o potencial de planejar estratégias e custos efetivos para o tratamento e conduta de pacientes que necessitam de abordagem clínica e ou cirúrgica para melhora da qualidade de vida. Conclusão: O perfil epidemiológico das pacientes com suspeita clínica de endometriose neste estudo demonstra idade média de 35 anos, maioria de etnia parda, não tabagistas e não usuárias de métodos contraceptivos hormonais. Os achados ultrassonográficos positivos para endometriose aumentam com a idade, podendo sugerir acesso mais tardio aos serviços de saúde. Entre as pacientes em uso de métodos contraceptivos hormonais, observou-se uma prevalência 20% maior de pelo menos um achado ultrassonográfico positivo para endometriose podendo refletir um maior uso de bloqueio hormonal para controle da dor, sangramento uterino anormal ou mesmo contracepção. Do ponto de vista clínico as dores mais prevalentes, associadas a endometriose (escala visual analógica de dor >7) foram a dismenorreia (70,9%), dispareunia (66,91%), dor pélvica crônica (58,07%), disquezia ( 41,75%) e disúria (22,93%). Em relação as pacientes inférteis, observou-se uma associação com pelo menos um achado ultrassonográfico positivo de endometriose 8 o/o maior do que nas pacientes não inférteis.", publisher = {Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde}, note = {Faculdade 1::Departamento 1} }